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Reflexões sobre tecnologias e educação SEMPPG/SEMEP Nos dias 8 e 9 de novembro aconteceu o VIII Seminário de Pesquisa e Pós-Graduação (VII SEMPPG) e o XXVI Seminário Estudantil de Pesquisa (XXVI SEMEP) . A Rádio Faced fez a cobertura do evento.No dia 8 houve várias apresentaçãos interessantes, com destaque para as apresentações dos pesquisadores do GEC.Foram feitas várias entrevistas com estudantes que estavam apresentando trabalhos, professores, monitores e coordenadores do evento, estudantes IC Jr.(Iniciação Científica Jr.) e outros presentes no seminário. Em breve as entrevistas estarão disponíveis na página da Rádio Faced. Escrito por Géssica às 14:53 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Tô de volta E finalmente, volta às aulas!!! Depois de matar as saudades, recarregar as baterias, vamos lá... Esse será o meu primeiro semstre como bolsista PIBIC, com a pesquisa Tecnologias livres, a construção do commons e a educação. Espero aprender bastante e também produzir conhecimento, aproveitando todo o potencial das tecnologias Escrito por Géssica às 12:52 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Artigo final da disciplina Resumo Desde cedo foi percebido o grande potencial do rádio tanto político como educacional. Como uma dessas tentativas, temos o Projeto Minerva, que substituiu o MEB. Este trabalho busca analisar esse projeto , sua configuração e o uso do rádio como meio difusor. Palavras-chave: rádio, educação, Projeto Minerva. Introdução Até a década de 1950, o Brasil não possuía iniciativas para reduzir o índice de analfabetismo do país , que era muito grande. De acordo com Ferraro (2002), 50,5% da população de 15 anos ou mais no Brasil era analfabeta. Em 1961, foi criado o MEB (Movimento de Educação de Base),uma iniciativa da CNBB com apoio da presidência da República, programa que promovia uma verdadeira mobilização nacional em prol da alfabetização de jovens e adultos através do rádio.Na década de 60, índice de analfabetismo caiu para 39,6% (Bof,2005). O MEB foi extinto por ocasião da Ditadura Militar Então, na década de 70, o Projeto Minerva substituiu o MEB (Movimento de Educação de Base).Utilizando também o rádio, o projeto Minerva tinha como alvo reduzir o analfabetismo no país, trazendo a idéia de solução de todos os problemas educacionais, conforme o ideal de educação do Governo Militar, disponibilizando diversos cursos. Esse projeto, porém, não teve o alcance do MEB, pois o seu conteúdo ficou muito centralizado na realidade das regiões sul e sudeste, não conseguindo conquistar a audiência da população das outras regiões. Escrito por Géssica às 09:35 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O projeto O Projeto Minerva foi criado em 01 de setembro de 1970, concebido pelo Ministério da Educação, Fundação Padre Anchieta e Fundação Padre Landell de Moura, com base na Lei 5692/71, fundamentado no Código brasileiro de Telecomunicações (1962) e tendo como suporte a portaria interministerial de nº 408/70, que determinava a transmissão de programação educativa em caráter obrigatório, por todas as emissoras de rádio do país. O foco principal do projeto era a educação de jovens e adultos, atendendo aos níveis de 1º e 2º graus. Segundo Castro (2007), o programa era destinado especialmente a alunos com 16 anos com nível de escolaridade correspondente à 4ª série. O rádio foi escolhido por ter um custo mais baixo no que se referia à aquisição e manutenção de aparelhos receptores e pela familiaridade da clientela com o rádio, bem como por ter a possibilidade de alcançar a população onde quer que estivesse. De acordo com Monteiro (1997), além de usar o rádio como meio de comunicação de massa para fins educativos e culturais, o Projeto Minerva visava atingir a pessoa onde ela estivesse para desenvolver suas potencialidades. Era voltado ainda, à divulgação e orientação educacional, pedagógica e profissional, inclusive à programação cultural de interesse das audiências. O Governo Militar propunha uma mudança na área educacional, acreditando que o rádio e a televisão trariam uma solução imediata para os problemas educacionais do país (Monteiro, 1997). O projeto Minerva vinha ratificar essa idéia, tendo como alvo a educação de jovens e adultos, mas ao contrário do MEB, não focalizava a alfabetização. Castro (2007) descreve a estrutura do projeto Minerva, que consistia em quatro formas de recepção: Recepção organizada, que ocorria em radiopostos, com a supervisão de um orientador da aprendizagem; Recepção controlada, na qual os alunos recebiam a transmissão isoladamente, reunindo-se com o orientador da aprendizagem para realizar trabalhos, receber explicações e fazer verificações da aprendizagem, semanal ou quinzenalmente, no Centro Controlador ;Recepção isolada, na qual os alunos recebiam a transmissão isoladamente, em suas próprias casas, e não se comprometiam a ir ao Centro Controlador, mas poderiam ser atendidos pelo Núcleo de Ensino por Correspondência, que tinha por objetivo o atendimento dos alunos em apoio aos cursos via rádio, fornecendo acompanhamento didático-pedagógico e acompanhando o progresso a distância; , e Recepção livre, na qual o aluno ouvia os programas sem estar inscrito no curso, não havendo avaliação. De acordo com Alonso (1996), eram oferecidos diferentes tipos de curso pelo projeto, como o curso de qualificação para 2º grau, que revisava os conceitos fundamentais da escola de 1º e 2º graus, preparando para o exame de “MADUREZA”, abrangendo as disciplinas português, matemática, historia, geografia e ciências, e com duração total de 50 horas; o curso de “MADUREZA” para formação de 1º e 2º graus, com o objetivo de melhorar a escolarização dos estudantes, com duração de 125 horas, precedido de um curso preparatório; o curso de “Moral e Civismo”, com o objetivo de reforçar o sentimento de nacionalidade, composto de 15 sessões de 15 minutos cada uma e o curso de conteúdos básicos em português, matemática, ciências, estudos sociais, princípios do trabalho, educação sanitária e formação moral e cívica voltados para o 1º grau . Além dos programas eram oferecidos como apoio 33 jornais do Telecurso, vendidos nas bancas de jornais (Castro, 2007). Observa-se então que as aulas, que aconteciam através de programas radiofônicos prontos, não levavam em conta a diversidade cultural de seus alunos, já que onde estivessem receberiam o mesmo conteúdo. Não havia a preocupação em partir do conhecimento que os alunos já possuíam, eles eram colocados na posição de consumidores de informações. Havia também o uso político do rádio, visando fortalecer a ideologia dominante, reforçada pelo nacionalismo na Ditadura Militar. Castro (2007) mostra como se dava a transmissão dos programas: Os programas eram transmitidos de duas formas: a rádio MEC mandava a programação à Embratel (Empresa Brasileira de Telecomunicações) ou à Agência Nacional que transmitiam a determinadas emissoras que passavam a operar como centros distribuidores ou era feito o tráfico (*sic) de fitas magnéticas para os estados e territórios não servidos pela Embratel ou pela Agência Nacional ou que, mesmo atendidos, apresentavam dificuldades na programação do sinal. Assim, a estação que recebia a fita passava a gerar o som para que as outras repetissem. Escrito por Géssica às 09:34 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O projeto foi transmitido por 1200 emissoras de rádio e 63 emissoras de televisão, em rede nacional, sendo mantido até a década de 1980, mas sofreu várias críticas devido ao seu baixo índice de aprovação, já que o projeto visava a preparação para os exames supletivos de Capacitação Ginasial e Madureza Ginasial, tendo a educação o pressuposto da preparação da mão-de-obra (Rodrigues, 2003). Nota-se então que o objetivo claro era preparar mão-de-obra e não a formação de cidadãos críticos, questionadores, capazes de compreender os processos em que estão inseridos e ressignificá-los, e isso é bem condizente com o período da Ditadura Militar, sob o slogan “Brasil: ame ou deixe-o”, período em que não havia espaço para os que questionavam o sistema. O estado da Bahia não adotou o projeto Minerva, criando um projeto paralelo, o projeto IRDEB, financiado pela Secretaria de Educação do Estado da Bahia, pela Agência Canadense de Desenvolvimento Internacional (ACDI) e pelo Programa Nacional de Tele-educação (PRONTEL). Essa iniciativa perdurou até 1977, tendo atendido nesse período mais de 78 mil pessoas (Perrone, 2003) . A Bahia usou sua experiência na Educação a Distância e criou esse projeto que tinha o diferencial de oferecer formação de professores e contar com monitores presenciais, sendo o projeto que teve o menor índice de evasão da época (Cunha, 2006). As principais críticas ao Projeto Minerva, segundo Lima (apud Alonso, 1996) foram com respeito aos currículos que eram extremamente simplificados, devido à falta de preparo das equipes, as horas destinadas à programação do projeto não foram cumpridas, as pessoas não reconheciam a rádio e a TV como meios educativos, os conteúdos não foram adaptados à realidade da população das diferentes regiões do país e o número insuficiente de equipes regionais para atender a demanda de solicitações por parte dos alunos. Além desses fatores, também a evasão, que teve um índice elevado. Há ainda um aspecto considerado por Del Bianco (2001), que afirma: que “a regionalização, que poderia ter sido a marca de sucesso, não obteve êxito neste caso porque ficou concentrada no eixo Sul–Sudeste. Com tais características, o Projeto Minerva não respondia à diversidade cultural (costumes, sotaques, modo de vida) e nem às necessidades e interesses de cada região do país”. A avaliação ficava a cargo da Equipe Nacional do projeto, que elaborava três testes para cada disciplina e distribuía para os estados, que possuíam autonomia para aplicar outros instrumentos de avaliação. Já a certificação ficava a cargo das Secretarias Estaduais de Educação. Observa-se então que o objetivo do Projeto Minerva era alcançar o público onde estivesse, mas seu caráter totalmente desconectado da realidade fez com que o projeto não conseguisse atingir esse objetivo. Segundo o site Aprendiz, a população chegou a apelidar o projeto de “Me Enerva” (Aprendiz, 2001).De acordo com Alonso (1996), 300.000 pessoas tiveram acesso às emissões radioeducativas e destes, 60.000 solicitaram o exame de Madureza, no entanto, somente 33% deles foram aprovados. O projeto chegou ao fim no início da década de 1980, “por motivos políticos e pela falta de visão do uso do rádio (como meio de levar a educação) por muitos dos responsáveis pelo MEC”, de acordo com Blois (apud Castro, 2007). Escrito por Géssica às 09:32 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Considerações finais A análise do projeto Minerva mostra que não basta apenas usar as tecnologias disponíveis apenas como meio de dar aulas diferenciadas, mas devem ser usadas contando com a participação dos envolvidos, partindo da realidade destes, a fim de que lhes dê condições de transformar o meio em que vivem e sua relação com ele, ressignificando suas práticas, levando sempre a um processo de ação-reflexão-ação. O projeto Minerva não foi bem aceito pela população justamente por estar desconectado da realidade, por não partir dos conhecimentos prévios dos alunos, não estimulando assim seu interesse e seu potencial. Essas são características da época do Governo Militar, que pretendia inovar para a conservação, usando o rádio somente como ferramenta, fazendo uso da familiaridade do povo com esse meio de comunicação, em vez de usá-lo como estruturante, possibilitando a produção de conhecimento. Escrito por Géssica às 09:30 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Referências Bibliográficas ALONSO, Katia Morosov. Educação a distancia no Brasil:A busca de identidade. Disponível em:www.nead.ufmt.br/documentos/Ident.doc .Acesso em 21/06/2007. APRENDIZ . Disponível em :http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_revistas/revista_educacao/outubro01/capa.htm. Acesso em 21/06/2007. BOF, Alvana Maria. Educação de Jovens e Adultos. Disponível em: www.iets.org.br/article.php3?id_article=392 . Acesso em 25/06/2007 CASTRO, Márcia Prado. Disponível em: www.pucsp.br/pos/edmat/mp/dissertacao_marcia_prado_castro.pdf . Acesso em 21/06/2007 CUNHA, Ana Maria de Jesus Sousa da. Arte-Educação a Distância: Uma análise da formação continuada on-line na Universidade de Brasília. Disponível em: Escrito por Géssica às 09:27 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] DEL BIANCO, Nélia R. Rádio e educação na perspectiva do Sebrae. Disponível em: http://www.sebrae.com.br/revistasebrae/02/artigo7.htm. Acesso em 22/06/2007. FERRARO, Alceu Ravanello. Analfabetismo e níveis de letramento no Brasil: o que dizem os censos?. Educ. Soc., Campinas, v. 23, n. 81, 2002. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/es/v23n81/13930.pdf . Acesso em: 25 Jun 2007. Pré-publicação. MENEZES, Ebenezer Takuno de; SANTOS, Thais Helena dos."Projeto Minerva" (verbete). Dicionário Interativo da Educação Brasileira - EducaBrasil. São Paulo: Midiamix Editora, 2002, http://www.educabrasil.com.br/eb/dic/dicionario.asp?id=291 , visitado em 21/6/2007. MONTEIRO, Claudia Guerra. O papel educativo dos meios de comunicação. Disponível em: http://www.ipv.pt/forumedia/3/3_fi3.htm . Acesso em 21/06/207. PERRONE, Jorge Luiz Falcão. Proposta de um ambiente de Educação A Distância( EducNet ). disponível em : http://www.abed.org.br/nordeste/downlaad/perrone.pdf . Acesso em 22/06/2007 RODRIGUES, Iracema Stancati. A mudança da prática pedagógica no modelo presencial para o modelo de educação a distância sob as óticas da Teoria da Atividade e da Metodologia Inovadora. Disponível em:. Acesso em 21/06/2007. SOUZA,Mathias Gonzalez de. Limites e possibilidades do rádio na educação a distância. Disponível em: www.abed.org.br/seminario2006/pdf/tc013.pdf . Acesso em 21/06/2007. Escrito por Géssica às 09:26 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Seminários Desde o dia 04/06 começamos com as apresentações dos seminários da disciplina. O primeiro seminário a ser apresentado foi o da minha equipe, Rádio e educação. Vimos nesse seminário o histórico do rádio e todo o seu potencial no que se refere à educação, devido a sua linguagem acessível, sua grande acessibilidade . Foram mostradas também algumas experiências do rádio na educação e a legislação que rege a radiodifusão, bem os tipos de rádio existentes , a rádio educativa, a rádio comercial e a rádio comunitária. o segundo seminário teve como tema TV e educação, onde discutimos a TV digital. O terceiro seminário teve como temas Impressos e educação. Vimos os vários tipos de impressos como a revista em quadrinhos, o jornal, o livro didático e como a Internet mudou a relação das pessoas com esses impressos ,mas que estes continuam a ter o seu lugar na sociedade. O quarto seminário o foi Internet e educação. Foi mostrado um histórico da Internet, vários projetos relacionando Internet e educação e vimos meios de interatividade na Internet, bem como ambientes virtuais de aprendizagem,como os chats, lista de discussão, fóruns e blogs, algo bastante presente na nossa disciplina, que busca o uso da tecnologia não como uma simples ferramenta e sim como estruturante. Um exemplo desses ambientes é o Moodle, onde a nossa disciplina também está presente, disponibilizando aos alunos fóruns, chats , lista de discussão,escrita colaborativa, visando a interatividade . A equipe também falou sobre educação à distância, trazendo alguns conceitos do que viria a ser essa modalidade de educação, seu histórico e como ela veio a estar associada à Internet. Foram colocados alguns problemas que perpassam a EaD no Brasil, como a falta de critérios na avaliação, descontinuidade dos programas, pouca divulgação, pouca possibilidade de interferência social e falta de preparo para criar bons projetos e dar continuidade a eles.Como uma das vantagens foi colocada a flexibilidade.Ficou bem clara toda a polêmica que envolve a EaD e como esta muitas vezes deixa de ser educação para se tornar mera transmissão.Após falar de EaD, a equipe passou a falar sobre o tema educação continuada, mostrando o seu conceito e o artigo da LDB que trata dessa modalidade de educação.Finalizando o seminário, a equipe fez uma exposição sobre comunidades virtuais de aprendizagem.Tivemos a visita de alunos voluntários do projeto Onda Digital. . Escrito por Géssica às 13:24 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] SSL - Mesa Políticas Públicas e Institucionais para o software Livre Mesa de políticas públicas e institucionais para o software live: Antônio Terceiro falou sobre o seguinte tema: Software Livre:Política Pública HOWTO. Sua façla se estruturou em 3 partes: O que é Software Livre, Desafios da Comunidade do Software Livre e Fazendo Política Pública. Na primeira parte foi definido o que é software livre e as liberdades que ele proporciona e exemplos de softwares livres e softwares proprietários. Foram colocados como desafios da comunidade do software livre promover a reflexão sobre o valor da liberdade de programas de computador e possibilitar que as pessoas e organizações possam usar apenas software livre. Na parte Fazendo Política Pública, foi colocada uma justificativa baseada nos artigos 1º, 5º e 170 da Constituição Federal. Foram colocados pontos como : Reconhecendo a existência do software livre, Não fraude licitações públicas,Não force o uso de software proprietário,Incentivando uso e desenvolvimento de software livre, Invista agora para economizar depois,Faça um projeto aberto à colaboração, Não crie soluções para problemas que já foram resolvidos, Aproveite a capacidade da comunidade de software livre,Planeje bem as compras de material, Incentive a produção incentivando o consumo e Associe investimento em TI de desenvolvimento social Rosamaria R. Viana, do Centro de Processamento de Dados / UFBA, falou sobre Iniciativas em software livre na UFBA, Serviços disponibilizados, Projetos desenvolvidos, Dificuldades encontradas ( a primeira apontada foi justamente a FALTA de políticas) e Importância de um planejamento institucional, Escrito por Géssica às 11:12 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] SSL: Mesa Software Livre: pressupostos sócio-filosóficos Na mesa Software Livre: Pressupostos Sócio-Filosóficos, a professora Tamara Benakouche falou sobre o tema: Nas mãos de quem estão os softwares livres? Elementos para um estudo de difusão tecnológica. Sua apresentação foi estruturada da seguinte maneira: Elementos da teoria ator-rede – Nessa primeira parte a professora Tamara explanou a teoria, ator-rede. Trazendo para a questão do software livre, a professora Tamara resume a explicação da seguinte forma: “para se analisar o processo de apropriação social de artefatos e procedimentos técnicos – como os softwares livres, por exemplo – é preciso levar em conta um conjunto de fatores – econômicos, políticos, culturais, técnicos – que estão envolvidos. Eles constituem uma rede sociotécnica”. Em seguida, ela colocou alguns conceitos centrais da TAR, como associação, rede, alistamento, tradução e simetria. Lições dos estudos de controvérsias – é dada uma definição de controvérsia, “situação de conflito entre explicações para um mesmo fato” após uma explanação sobre controvérsias e suas origens e suas possibilidades de fechamento, foi colocada a conclusão de que “A controvérsia entre software livre X software proprietário parece ainda longe de um fechamento, pelo menos no que diz respeito ao grande público”. Sobre a noção de exclusão digital – nessa parte da apresentação analisou-se de que os excluídos digitais estão excluídos. Segundo a professora Tamara, eles estão privados da cidadania plena, sendo as reivindicações por inclusão digital reivindicações por cidadania. Após essa constatação é feita uma análise sobre o termo exclusão, que é bastante controvertido. Finalizando sua apresentação, a professora Tamara afirmou que “é dentro de um jogo de possibilidades teóricas que se pode avaliar de modo mais objetivo as práticas associadas à difusão do software livre”. O professor Pedro Resende fez várias analogias para falar sobre os pressupostos sócio-filosóficos do software livre, como software, semente e aço (como elementos fundamentais do desenvolvimento), bem como código fonte e código genético. Foi explorado o padrão fechado e o padrão aberto de comunicação e o discurso da inovação e seu papel e a corrida das patentes "de software" . Escrito por Géssica às 11:11 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] A III Semana do Software Livre Hoje foi o primeiro dia da III Semana do Software Livre. a palestra de abertura,proferida pelo professor Sérgio Amadeu, teve como tema: Software Livre e cidadania digital. Nessa palestra foi enfatizado que não pode existir cidadania sem direito a comunicação, sendo analisadas dicotomias como liberdade x controle,autonomia x vigilância, aberto x fechado. Ainda no que se refere à comunicação, o professor Sérgio amadeu lembrou que o software livre é baseado na transparência de seus códigos e no seu compartilhamento.Isto é vital porque o software é a principal mídia da sociedade em rede,e o principal intermediário das comunicações. Os códigos protocolos abertos, arquiteturas abertas são necessários para evitar "controles indevidos (armazenamento de nossos dados pessoais), destruição de direitos (caso drm),ataques à privacidade (intrusão nos computadores residenciais),incomunicabilidade proposital (formatos proprietários), poder de hierarquização das informações (mecanismos de busca com algoritmo fechado)e impedimento da liberdade de navegação (arquiteturas de controle)". Foram colocados os avanços da produção colaborativa atualmente e o que diz o Código penal a respeito do Acesso não autorizado a rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado e sobre obtenção, manutenção, transporte ou fornecimento não autorizado de informação eletrônica ou digital ou similar. Por fim, foi mostrada a necessidade de construir a cidadania no ciberespaço e a partir dele.A tarde tivemos a defesa da dissertação de mestrado. No turno da noite tivemos a Mesa: software, inclusão digital e formação de professores. Nesta mesa, o que ficou demonstrado nessa mesa foi a falta ou ineficácia das propostas de formação de professores, sendo que estes muitas vezes não têm nem mesmo acesso à tecnologia,tendo uma formação tecnicista e elementar,quando esta ocorre e que quase sempre, as tecnologias são usadas somente como ferramenta, desconsiderando os conceitos que perpassam a cultura digital. Na sua fala, a professora Bonilla mencionou algumas diretrizes para a formação de professores, dentre elas: *O professor deve ser visto como tal em espaço formal e não-formal *O professor deve ser visto como produtor de conhecimento, não como meroe executor *Implementação de comunidades de aprendizagem, trabalho colaborativo *Partilha de conhecimento *Novas educações Foi uma ótima experiência fazer parte da equipe de apoio do evento.Nesse primeiro dia pude participar tranquilamente das mesas. As postagens dos dias seguintes se baseiam nas apresentações dos palestrantes das respectivas mesas,disponíveis no site da III Semana do Software Livre. Página da semana Escrito por Géssica às 17:53 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] ![]() Na continuação da análise de conceitos ligados a cibercultura, começamos pelo conceito de comunidades virtuais, que transforma o anterior conceito de comunidade que exigia a presença física dos indivíduos, virtualiadade e simulação , percebendo a diferença entre as duas. Prosseguimos com a análise de realidade virtual e do que seria digital.A seguir , consideramos o conceito de interatividade, que difere de interação no sentido que a interatividade prevê a interação entre pessoas e prevê também a comunicação horizantal, o inverso da interação, que admite a interação entre dois elementos e a comunicação pode ser vertical. Finalizamos com o conceito de navegação. Escrito por Géssica às 13:19 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Aula do dia 07/05/2007 ![]() Na aula de hoje começamos a discutir a pesquisa feita sobre temas ligados à cibercultura. Iniciamos com a discussão sobre rede, que tem como características a não-linearidade,a descentralização, a articulação de pontos que stão em lugares diferentes e múltiplos níveis de articulação. Após sintetizarmos o conceito de rede, passamos a discussão do que viria a ser o ciberespaço, que segundo Lévy "é uma grande rede interconectada mundialmente, com um processo de comunicação "universal" sem "totalidade"".Em seguida, o próximo conceito a ser analisado foi o de cibercidade ( cidade organizada no espaço virtual), seguida por espaço rizomático. Prosseguindo, analisamos o conceito de hiperlink, multilinearidade e multivocalidade. Encerramos com a discussão do conceito de inteligência coletiva, tema de uma de minhas postagens.Clique a qui pra rever a minha postagem Escrito por Géssica às 13:49 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Produção para Semana de Software Livre Terminamos a produção dos artigos para a Semana de Software Livre. A produção colaborativa dá trabalho, mas quando se vê o resultado, chegamos a conclusão de que vale a pena. Escrito por Géssica às 07:51 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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